Leão de Quintino

Leão de Quintino

Página enciclopédica dedicada ao Grêmio Recreativo Escola de Samba Leão de Quintino, agremiação carnavalesca do Rio de Janeiro que nasceu em 2016 como Acadêmicos do Jardim Bangu, consolidou sua trajetória nas divisões de acesso e, após a mudança de identidade em 2024, passou a representar o bairro de Quintino Bocaiuva com pavilhão em azul, vermelho e branco.[1][2][3]

Fundação: 1º de outubro de 2016 Bairro: Quintino Bocaiuva Símbolo: Leão Acesso à Série Prata para 2027




Introdução enciclopédica

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Leão de Quintino, conhecido simplesmente como Leão de Quintino, é uma escola de samba da cidade do Rio de Janeiro sediada no bairro de Quintino Bocaiuva. A agremiação foi fundada em outubro de 2016 com o nome Acadêmicos do Jardim Bangu, desfilando inicialmente na Série E do Carnaval carioca. Ao longo dos anos, a escola construiu uma trajetória de crescimento nas divisões de acesso, alternando enredos de matriz afro-brasileira, cultura popular, natureza e temas históricos.[1][4]

Depois de atuar durante vários carnavais sob a denominação original, a escola assumiu em 2024 sua nova identidade como Leão de Quintino, vinculando sua imagem ao tradicional bairro de Quintino e reafirmando o símbolo do leão como emblema de força, bravura e comunidade. Em 2025, já com o novo nome, estreou oficialmente na Série Bronze; em 2026, alcançou seu melhor resultado até aqui, terminando como vice-campeã da Série Bronze e garantindo o acesso à Série Prata do Carnaval 2027.[1][2][5][6][7]

2016 Ano de fundação
2024 Adota o nome Leão de Quintino
2026 Vice da Série Bronze e acesso

História

Origem e primeiros desfiles

A escola surgiu no sub-bairro de Jardim Bangu e foi fundada para estrear no Carnaval de 2017. Em sua primeira apresentação, ainda como Acadêmicos do Jardim Bangu, levou à avenida o enredo “No jardim das quatro luas, reluz o machado de Xangô”, obtendo a quarta colocação na Série E. A estreia já indicava uma linha estética voltada para referências afro-brasileiras e religiosidade de matriz africana, temática que permaneceu relevante em momentos posteriores de sua trajetória.[1][4]

Reestruturação e consolidação

Em 2018, a escola viveu um momento de reorganização interna. Houve aquisição da vaga da Corações Unidos do Amarelinho, o que levou a uma alteração temporária do nome fantasia para Corações Unidos do Jardim Bangu. Ainda em março daquele ano, a diretoria decidiu retornar ao nome de origem. Esse período demonstra como a agremiação precisou se adaptar administrativamente para seguir competitiva nas divisões de acesso do carnaval carioca.[1]

Dificuldades e retomada

O desfile de 2020 ficou marcado por problemas operacionais, incluindo dificuldades na apresentação da comissão de frente, o que contribuiu para o último lugar e o rebaixamento. Depois do cancelamento dos desfiles de 2021 em razão da pandemia de Covid-19, a escola retomou sua atividade competitiva em 2022 na Série Bronze, reorganizando sua equipe e buscando estabilidade artística e institucional.[1][4]

Mudança de identidade

Após o Carnaval de 2024, a agremiação passou por uma transformação importante: adotou oficialmente o nome Leão de Quintino. A mudança marcou um novo ciclo, com nova localização simbólica no bairro de Quintino Bocaiuva e uma comunicação mais forte em torno do leão como elemento central de sua identidade. Em material divulgado naquele período, a escola passou a ser apresentada como “a antiga Acadêmicos do Jardim Bangu”, sob presidência de Gilbertinho e tendo São Jorge como padroeiro.[1][2][8]

A mudança de nome e imagem em 2024 representou mais do que uma simples troca de marca: foi um reposicionamento comunitário e simbólico da escola dentro do carnaval de acesso do Rio de Janeiro.

Trajetória nos desfiles

A caminhada competitiva da agremiação mostra evolução gradual. A escola passou pelas antigas Séries E, D e C, enfrentou rebaixamento em 2020, retornou à Série Bronze e, já como Leão de Quintino, alcançou em 2026 sua principal campanha documentada nas fontes consultadas, terminando em segundo lugar na Série Bronze, com 268,8 pontos.[1][6][7]

Ano Nome em desfile Grupo Resultado Enredo
2017 Acadêmicos do Jardim Bangu Série E 4º lugar No jardim das quatro luas, reluz o machado de Xangô
2018 Acadêmicos do Jardim Bangu Série D 3º lugar Etnia Terena, a Tribo que o Corações Unidos se Encantou e Hoje Vem Contar Sua Trajetória e Seus Progressos
2019 Acadêmicos do Jardim Bangu Série C 3º lugar De Sol a Sol Vou Levando Meu Sertão
2020 Acadêmicos do Jardim Bangu Especial da Intendente 20º lugar / rebaixada Da Mãe África aos Filhos do Brasil, a Força Ancestral que Atravessa Gerações
2021 Desfiles cancelados Cancelamento devido à pandemia
2022 Acadêmicos do Jardim Bangu Série Bronze 9º lugar Entre lendas, culturas e mistérios, Jardim Bangu deságua num rio-mar de amor
2023 Acadêmicos do Jardim Bangu Série Bronze 4º lugar Dandara – O Preço da Liberdade
2024 Acadêmicos do Jardim Bangu Série Bronze 9º lugar Flores – Um Culto aos Deuses
2025 Leão de Quintino Série Bronze 7º lugar Caminhos do Bem: Tião Casemiro, a Voz de Ouro da Umbanda, Canta para o Leão
2026 Leão de Quintino Série Bronze Vice-campeã O Rei Que O Samba Sonhou!
Dados consolidados a partir das páginas de histórico e resultados da escola nas fontes citadas ao fim da página.[1][5][6][7]

Títulos e conquistas

Nas fontes consultadas para esta página, o principal feito competitivo claramente identificado para a agremiação foi o vice-campeonato da Série Bronze em 2026, resultado que garantiu o acesso à Série Prata para o Carnaval de 2027. Também aparecem campanhas de destaque com terceiros lugares em 2018 e 2019 e um quarto lugar em 2023.[1][6][7]

Ano Conquista / campanha Observação
2018 3º lugar na Série D Primeira campanha de destaque após a estreia
2019 3º lugar na Série C Sequência de evolução esportiva
2023 4º lugar na Série Bronze Ficou perto do acesso
2026 Vice-campeã da Série Bronze Garantiu acesso à Série Prata de 2027

Enredos marcantes

  • 2017 — “No jardim das quatro luas, reluz o machado de Xangô”: enredo da estreia, voltado à mitologia iorubá e ao universo de Xangô.[1]
  • 2018 — “Etnia Terena...”: abordagem sobre a trajetória e os progressos do povo Terena.[1]
  • 2019 — “De Sol a Sol Vou Levando Meu Sertão”: valorização do imaginár