Colorado do Brás

Colorado do Brás

Tradicional escola de samba paulistana, de raízes populares e ligação histórica com o bairro do Brás, reconhecida por sua identidade vermelho e branco, sua origem ligada ao futebol de várzea e por um dos sambas mais celebrados do carnaval de São Paulo.

Artigo em estilo enciclopédico • layout responsivo • visual inspirado nas cores da escola

Introdução

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Colorado do Brás é uma tradicional escola de samba da cidade de São Paulo, fundada em 1º de outubro de 1975. Sua trajetória é marcada pelas passagens pelo Grupo Especial nas décadas de 1980 e 1990, pelo longo período de reconstrução nos grupos de acesso e pelo retorno à elite do carnaval paulistano em tempos recentes.

A escola ficou conhecida por sua forte identidade popular, por sua origem ligada a um time de futebol de várzea e por manter viva uma herança cultural profundamente associada ao samba paulistano. Entre os sambistas, seu nome é lembrado com especial carinho por causa do antológico samba-enredo “Catopês do Milho Verde, de Escravo a Rei da Festa”, de 1988.

Resumo enciclopédico: a Colorado do Brás representa uma escola de raízes comunitárias, trajetória de resistência e grande valor simbólico na memória musical do carnaval paulistano.

História

A Colorado do Brás foi fundada no bairro do Brás, em São Paulo, em uma reunião entre amigos que buscavam divulgar a cultura popular brasileira e desenvolver projetos sociais voltados à comunidade. Seu nome foi herdado de um time de futebol de várzea do qual alguns dos fundadores participavam.

A estreia nos desfiles ocorreu em 1976, com o enredo “Canudos: Seu Povo, Sua História”. O primeiro título chegou em 1979, com “Esse Brás Menino”, e a escola cresceu rapidamente até alcançar o grupo principal do carnaval de São Paulo em 1986.

Ao longo de sua história, a Colorado esteve associada a nomes importantes do samba paulistano, como Geraldo Filme, Dom Marcos e Mestre Lagrila. Também teve uma grande quadra na Avenida Carlos de Campos, antes de enfrentar dificuldades financeiras e perder esse espaço. Atualmente, a escola não possui quadra social permanente e realiza ensaios na Rua Itaqui, 141, no Pari.

Fundação

Fundada em 1º de outubro de 1975, no bairro do Brás.

Origem do nome

O nome veio de um time de futebol de várzea ligado aos fundadores.

Primeiro título

O primeiro campeonato veio em 1979, com o enredo “Esse Brás Menino”.

Berço atual

Os ensaios recentes acontecem na Rua Itaqui, no bairro do Pari.

Identidade da escola

As cores oficiais da Colorado do Brás são vermelho e branco, herdadas do clube de várzea que deu origem à escola. Seu símbolo tradicional reúne um pandeiro com uma bola de futebol, reforçando visualmente a conexão entre samba e futebol popular.

Entre os traços mais marcantes da escola está sua combinação de raiz comunitária, memória musical forte e resistência institucional. Mesmo depois de períodos de declínio, a Colorado preservou prestígio entre sambistas e pesquisadores do carnaval paulistano.

Sua história também é atravessada por um forte repertório simbólico, e poucas escolas de São Paulo têm um samba tão reverenciado quanto o de 1988, lembrado até hoje como um clássico absoluto do gênero.

Trajetória no carnaval

Depois de uma ascensão rápida, a Colorado chegou ao grupo principal em 1986. Sua melhor colocação no Grupo Especial foi o 6º lugar em 1987, com o enredo “Apocalipse Carnaval”.

Em 1988, a escola desfilou com “Catopês do Milho Verde, de Escravo a Rei da Festa”, samba-enredo que, embora tenha rendido apenas o 9º lugar, tornou-se a apresentação mais reverenciada da história da agremiação e um dos sambas mais celebrados do carnaval paulista.

Nas divisões inferiores, a Colorado acumulou conquistas importantes: três títulos da terceira divisão, em 1979, 2000 e 2013, além de um título da quinta divisão em 2011. Essa trajetória mostra uma escola capaz de se reconstruir em ciclos longos e retornar aos grandes palcos do samba paulistano.

Divisão Total de títulos Anos
Terceira divisão 3 1979, 2000 e 2013
Quinta divisão 1 2011
Marco Resumo histórico
1975 Fundação oficial da escola no Brás.
1976 Primeiro desfile, com o enredo “Canudos: Seu Povo, Sua História”.
1979 Primeiro título, com “Esse Brás Menino”.
1986 Chegada ao grupo principal do carnaval paulistano.
1987 Melhor colocação histórica no Especial: 6º lugar.
1988 Desfile histórico de “Catopês do Milho Verde”.
1992 Retorno ao Grupo Especial após reestruturação.
2013 Nova conquista da terceira divisão.
2019 Retorno ao Grupo Especial após 25 anos.

Atualidade e Carnaval 2026

Para o Carnaval de 2026, a ficha oficial da Liga-SP registra a Colorado do Brás como a 2ª escola a desfilar na sexta-feira pelo Grupo Especial. O desfile ocorreu às 00h05, com o enredo “A Bruxa está solta – Senhoras do Saber renascem na Colorado”.

A mesma ficha técnica lista Antônio Carlos Borges (Ká) como presidente, David Eslavick como carnavalesco, Acerola de Angola como mestre de bateria, Brunno Mathias e Jéssika Barbosa como casal de mestre-sala e porta-bandeira, Talita Guasteli como rainha de bateria e Léo do Cavaco como intérprete.

Item Informação
Nome completo Grêmio Recreativo Escola de Samba Colorado do Brás
Fundação 01/10/1975
Bairro de origem Brás
Endereço recente Rua Itaqui, 141 – Pari
Cores oficiais Vermelho e branco
Presidente Antônio Carlos Borges (Ká)
Carnavalesco David Eslavick
Mestre de bateria Acerola de Angola
Intérprete Léo do Cavaco
Grupo em 2026 Grupo Especial
Ordem de desfile 2ª escola da sexta-feira – 00h05
Enredo 2026 A Bruxa está solta – Senhoras do Saber renascem na Colorado

Curiosidades

Um dos maiores sambas da história paulista

O samba-enredo “Catopês do Milho Verde, de Escravo a Rei da Festa”, de 1988, é frequentemente apontado como um dos melhores da história do carnaval de São Paulo.

Samba e futebol no mesmo brasão

O símbolo tradicional da escola reúne um pandeiro e uma bola de futebol, reforçando a ligação original com o futebol de várzea e a cultura popular do Brás.

Escola de resistência

A trajetória da Colorado é marcada por ascensões, perdas de quadra, reestruturações e retornos, o que a transformou em símbolo de perseverança entre os sambistas paulistanos.