Alegria da Zona Sul
Alegria da Zona Sul
Escola de samba carioca ligada às comunidades do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho, marcada por enredos sobre negritude, cultura popular, religiosidade afro-brasileira e memória do samba.
Resumo enciclopédico
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Alegria da Zona Sul é uma agremiação do Rio de Janeiro, criada a partir da fusão dos blocos Alegria de Copacabana e Unidos do Cantagalo. A escola tem sua história profundamente ligada às comunidades do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho, além de forte relação com Copacabana e a Zona Sul carioca.
Em sua trajetória, a Alegria da Zona Sul se destacou pela escolha recorrente de enredos ligados à negritude, à cultura afro-brasileira, à memória do samba e a personagens importantes da música e da identidade popular do Rio.
A escola conquistou títulos em divisões de acesso do carnaval carioca e também viveu uma fase recente de reorganização institucional após a pandemia, retomando sua aproximação com a comunidade de origem e permanecendo na Série Prata.
História
Origem
A Alegria da Zona Sul nasceu da união entre o bloco Alegria de Copacabana e o Unidos do Cantagalo. Essa fusão reuniu tradições de diferentes núcleos do samba da Zona Sul e ajudou a formar uma escola com identidade própria, conectada ao cotidiano do asfalto e do morro.
Primeiros carnavais
Logo nos primeiros anos, a escola passou a disputar os grupos da AESCRJ. Em 1993, apresentou o enredo Sou Mais Carioca. Em 1994, conquistou seu primeiro campeonato com Na Dança das Cores: Preto Não é Cor, Mas Negro é Raça, um desfile que já mostrava a força temática da agremiação.
Crescimento e títulos
A Alegria da Zona Sul também conquistou o título de 1996, com um enredo em homenagem ao centenário de Ipanema, além dos campeonatos de 2000, 2001 e 2010, consolidando sua presença entre as escolas competitivas dos grupos de acesso.
Perfil artístico
Ao longo dos anos, a escola ganhou reconhecimento por enredos dedicados a temas como negritude, resistência cultural, Umbanda, música popular brasileira e identidade carioca. Isso ajudou a construir uma marca própria dentro do carnaval, muito associada a discursos de afirmação histórica e cultural.
Fase recente
Depois da interrupção dos desfiles em 2021, a escola se reorganizou, filiou-se à Superliga Carnavalesca do Brasil e retomou ações para reaproximação com sua base comunitária. Em 2022, apresentou Até que enfim... Aroldo Santos!, e em 2023 reeditou Dorival Caymmi, o mar e o tempo nas areias de Copacabana.
Linha do tempo
Títulos e resultados de destaque
| Divisão | Terceira Divisão — 1 título (2010) |
|---|---|
| Divisão | Quarta Divisão — 1 título (2001) |
| Divisão | Quinta Divisão — 1 título (2000) |
| Divisão | Sexta Divisão — 2 títulos (1994 e 1996) |
| Outros resultados | Vice-campeã em 2020; 11º lugar em 2022; 10º lugar em 2023 |
Enredos marcantes
- 1994: Na Dança das Cores: Preto Não é Cor, Mas Negro é Raça
- 2000: Negro Quem És?
- 2001: Brasil, um País de Todas as Raças
- 2004: Dorival Caymmi, o Mar e o Tempo nas Areias de Copacabana
- 2016: Ogum
- 2017: Vou Festejar com Beth Carvalho, a Madrinha do Samba
- 2019: Saravá, Umbanda!
- 2022: Até que enfim... Aroldo Santos!
- 2023: Dorival Caymmi, o mar e o tempo nas areias de Copacabana
Identidade cultural
Entre os traços mais fortes da Alegria da Zona Sul está a valorização de enredos ligados à memória negra, à religiosidade afro-brasileira, ao samba carioca e à vida cultural da Zona Sul. A escola desenvolveu um repertório temático bastante coerente ao longo do tempo, o que ajudou a consolidar sua personalidade no carnaval.