Alegria da Zona Sul

Alegria da Zona Sul

Escola de samba carioca ligada às comunidades do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho, marcada por enredos sobre negritude, cultura popular, religiosidade afro-brasileira e memória do samba.

Resumo enciclopédico

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Alegria da Zona Sul é uma agremiação do Rio de Janeiro, criada a partir da fusão dos blocos Alegria de Copacabana e Unidos do Cantagalo. A escola tem sua história profundamente ligada às comunidades do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho, além de forte relação com Copacabana e a Zona Sul carioca.

Em sua trajetória, a Alegria da Zona Sul se destacou pela escolha recorrente de enredos ligados à negritude, à cultura afro-brasileira, à memória do samba e a personagens importantes da música e da identidade popular do Rio.

A escola conquistou títulos em divisões de acesso do carnaval carioca e também viveu uma fase recente de reorganização institucional após a pandemia, retomando sua aproximação com a comunidade de origem e permanecendo na Série Prata.

1992 fundação da escola
5 títulos em grupos de acesso
Cantagalo raiz comunitária

História

Origem

A Alegria da Zona Sul nasceu da união entre o bloco Alegria de Copacabana e o Unidos do Cantagalo. Essa fusão reuniu tradições de diferentes núcleos do samba da Zona Sul e ajudou a formar uma escola com identidade própria, conectada ao cotidiano do asfalto e do morro.

Primeiros carnavais

Logo nos primeiros anos, a escola passou a disputar os grupos da AESCRJ. Em 1993, apresentou o enredo Sou Mais Carioca. Em 1994, conquistou seu primeiro campeonato com Na Dança das Cores: Preto Não é Cor, Mas Negro é Raça, um desfile que já mostrava a força temática da agremiação.

Crescimento e títulos

A Alegria da Zona Sul também conquistou o título de 1996, com um enredo em homenagem ao centenário de Ipanema, além dos campeonatos de 2000, 2001 e 2010, consolidando sua presença entre as escolas competitivas dos grupos de acesso.

Perfil artístico

Ao longo dos anos, a escola ganhou reconhecimento por enredos dedicados a temas como negritude, resistência cultural, Umbanda, música popular brasileira e identidade carioca. Isso ajudou a construir uma marca própria dentro do carnaval, muito associada a discursos de afirmação histórica e cultural.

Fase recente

Depois da interrupção dos desfiles em 2021, a escola se reorganizou, filiou-se à Superliga Carnavalesca do Brasil e retomou ações para reaproximação com sua base comunitária. Em 2022, apresentou Até que enfim... Aroldo Santos!, e em 2023 reeditou Dorival Caymmi, o mar e o tempo nas areias de Copacabana.

Linha do tempo

1992 — criação da escola a partir da fusão do Alegria de Copacabana com o Unidos do Cantagalo.
1993 — estreia na AESCRJ com o enredo Sou Mais Carioca.
1994 — primeiro título com Na Dança das Cores: Preto Não é Cor, Mas Negro é Raça.
1996 — novo campeonato com enredo sobre o centenário de Ipanema.
2000 — campeã da quinta divisão com Negro Quem És?.
2001 — campeã da quarta divisão com Brasil, um País de Todas as Raças.
2010 — campeã da terceira divisão.
2020 — vice-campeã com o enredo Ypanema.
2022 — retorno após a pandemia com Até que enfim... Aroldo Santos!.
2023 — reedição do enredo sobre Dorival Caymmi e 10º lugar.

Títulos e resultados de destaque

Divisão Terceira Divisão — 1 título (2010)
Divisão Quarta Divisão — 1 título (2001)
Divisão Quinta Divisão — 1 título (2000)
Divisão Sexta Divisão — 2 títulos (1994 e 1996)
Outros resultados Vice-campeã em 2020; 11º lugar em 2022; 10º lugar em 2023

Enredos marcantes

  • 1994: Na Dança das Cores: Preto Não é Cor, Mas Negro é Raça
  • 2000: Negro Quem És?
  • 2001: Brasil, um País de Todas as Raças
  • 2004: Dorival Caymmi, o Mar e o Tempo nas Areias de Copacabana
  • 2016: Ogum
  • 2017: Vou Festejar com Beth Carvalho, a Madrinha do Samba
  • 2019: Saravá, Umbanda!
  • 2022: Até que enfim... Aroldo Santos!
  • 2023: Dorival Caymmi, o mar e o tempo nas areias de Copacabana

Identidade cultural

Entre os traços mais fortes da Alegria da Zona Sul está a valorização de enredos ligados à memória negra, à religiosidade afro-brasileira, ao samba carioca e à vida cultural da Zona Sul. A escola desenvolveu um repertório temático bastante coerente ao longo do tempo, o que ajudou a consolidar sua personalidade no carnaval.